Arquivo da categoria ‘Suplementos’

Isso é o que deveria vir escrito em cada copo de shake… 

É uma falta de comprometimento com a própria saúde, pois inúmeros artigos mostram o risco de lesão hepática pelo uso dos famosos produtos milagrosos. .

Estudos apresentados no DDW 2006 (Digestive Disease Week 2006), que aconteceu em Los Angeles, Califórnia, EUA. Demonstraram 10 casos de Hepatotoxidade severa associadas com os suplementos dietéticos dos Produtos da Herbalife ®.

Não existe emagrecimento saudável sem reeducação alimentar. Lembrando que perder peso é diferente de emagrecer, fica a dica:

Não troque seu garfo por um canudo! .

E agora, vc vai tomar esse shake hj?

Créditos de foto e texto: @marquinhoslins

A atividade física influi em mecanismos específicos responsáveis pela redução da produção de força e conseqüentemente à fadiga. A preocupação em melhorar o desempenho físico tem sido propostos; observamos que estudos dão atenção para reduzir acúmulos dos metabólitos que diminuem a fadiga durante o exercício físico intenso, usando aminoácidos conhecidos por induzir mudanças metabólicas, entre eles a arginina.

O presente estudo teve como objetivo estudar o efeito da suplementação aguda de aspartato de arginina em indivíduos sadios treinados submetidos a um protocolo de exaustão em um cicloergômetro.
Foram utilizados 12 indivíduos treinados do sexo masculino, idade de 22,6 ± 3,5 anos. Realizaram três testes 90 minutos após a administração em dose única do aspartato de arginina ou solução placebo, em um cicloergômetro, em que incrementos de cargas foram adicionados até a exaustão. Amostras sanguíneas foram obtidas para análises bioquímicas como: creatinina, uréia, glicose e lactato. Diferenças estatísticas não foram encontradas ao comparar os valores de Freqüência Cardíaca Máxima, Tempo Máximo e Carga Máxima e também ao comparar os resultados anteriores e posteriores ao teste para uréia, creatinina e glicose. As concentrações de lactato (mmol/l) apresentaram diferença estatística ao comparar os valores pré-teste (Controle: 2,2 ± 0,14; Arginina: 2,43 ± 0,23; Placebo: 2,26 ± 0,11) com valores pós-teste (Controle 10,35 ± 0,57; Arginina: 12,07 ± 0,88; Placebo: 12,2 ± 0,96), p < 0,001.

Os principais resultados deste estudo indicam que a administração aguda de aspartato de arginina não se mostrou efetiva em aumentar a tolerância à fadiga dos indivíduos avaliados e tratados no protocolo de teste incremental até a exaustão. Assim, podemos concluir que a dose utilizada não foi capaz de aumentar a tolerância à fadiga muscular.

 

  • INTRODUÇÃO

Sabe-se que durante o exercício de alta intensidade, as maiores vias de fornecimento de ATP são a quebra da creatina fosfato e a degradação do glicogênio muscular a ácido lático. Assim, a redu- ção da creatina fosfato e glicogênio contribuem para o declínio da produção anaeróbia de energia e desempenho do exercício(1-3). É evidente que o desempenho músculo-esquelético diminui durante a atividade física intensa e este fenômeno é conhecido como fadiga(4,5).

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A menos que você tenha um diagnóstico firmado de um problema de saúde que exija o consumo de pequenas quantidades de proteína na sua dieta – e isso inclui severas restrições ao seu consumo de carnes e alimentos protéicos de origem vegetal na sua alimentação habitual, você não está contra-indicado ao consumo de proteína em pó em quantidades habitualmente prescritas pelos profissionais da área esportiva.

Analisando os estudos disponíveis sobre ingestão protéica e saúde renal, observa-se que não existem dados consistentes que afirmem a relação entre uma ingestão elevada de proteínas e prejuízo na saúde renal de indivíduos saudáveis. O fato da restrição protéica ser uma das principais medidas no tratamento de pacientes renais não pode ser estendido para pessoas saudáveis.

Após acompanhar MUITOS pacientes que usam suplementos protéicos por VÁRIOS ANOS posso concluir que uma ingestão protéica um pouco acima das atuais recomendações para praticantes de musculação (aproximadamente dois gramas/kg) não está relacionada a complicações renais em indivíduos saudáveis.

No entanto, antes de acrescentar mais medidas de proteína em seus shakes, devemos pensar se existe necessidade para isso. Existem pouquíssimas evidências de que uma ingestão protéica acima de dois gramas/kg promova o crescimento muscular, visto que o excesso seria convertido em glicose e usado como fonte energética, ou convertido em gordura e ser estocado. O que faz diferença nos resultados de muita gente não é aumentar a ingestão protéica mas sim a maneira como a quantidade de proteínas consumida é dividida ao longo do dia.

=> O ideal é que o praticante de musculação ingira proteínas em todas as suas refeições. Uma vez acertado a quantidade ideal de proteína para aquele indivíduo, que essa quantidade seja distribuída ao longo do dia. Nas três refeições principais – café da manhã, almoço e jantar, a disponibilidade dessas proteínas é fácil de ser obtida através da alimentação regular. Infelizmente nas refeições intermediárias, por motivos culturais, praticamente só dispomos de carboidratos e gorduras para nos alimentar. É nessa hora que a suplementação pode ser uma boa opção pela qualidade e praticidade oferecidas.

A INGESTÃO PROTÉICA IDEAL IRÁ DEPENDER DE DIVERSAS CARACTERÍSTICAS INDIVIDUAIS E DA FASE DE TREINAMENTO EM QUE O INDIVÍDUO SE ENCONTRA.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1) Devia, L.; Huffman, J.; Mihevic, J.; Huszti, A.; Lowery, L. Dietary Protein, Resistance Training and Health: A Call for Evidence. J. Int. Soc. Sports Nutr. 2008; 5; 23.
2) Knight, E.L.; Stampfer, M. J.; Spiegelman, D.; Curhan, G. C. The Impact of Protein Intake on Renal Function Decline in Women with Normal Renal Function or Mild Renal Insufficiency. nnals of Internal Medicine, 2003; 138: 460-467.
3) Martin, W. F,; Armstrong, L. E.; Rodriguez, N. R.; Dietary protein intake and renal function. Nutr. Metab. (Lond). 2005;2:25.
Millward, D. J. Optimal intakes of protein in the human diet. Proc. Nutr. Soc. 1999; 58(2):403-13.
4) Poortmans, J.R.; Dellalieux, O. Do regular high protein diets have potential health risks on kidney function in athletes? Int. J. Sport Nutr. Exerc. Metab. 2000;10:28–38.
5) Rosenvinge, A.; et al. Changes in renal function during weight loss induced by high vs low-protein low-fat diets in overweight subjects. Inter. J. of Obes. 1999; 23(11):1170-1177.

Dr Luciano de Castro – Médico Nutrólogo

Salve marombada! To bem corrido esse mes, razão pela qual não estou conseguindo atualizar semanalmente o blog…
Mas vamos la, algumas perguntas feitas por usuários do Facebook que o Mestre Waldemar respondeu em sua página oficial, selecionei algumas interessantes, segue abaixo:

Waldemar Guimarães

  • Como posso distinguir uma dor de treino efetivo ou se a mesmo foi em demasia?

Resposta:
Ótima pergunta, aliás, se atletas e treinadores observassem isto mais atentamente poderiam evitar uma série de dessabores.
Muitas vezes lesões ocorrem justamente porque o atleta não sabe distinguir quanto foi o suficiente e quando foi excessivo. A dor promovida pelo processo de falha da musculatura e mesmo a falha total, não é instantânea, mas caracterizada por aquecimento local, ou como se fala popularmente, sente-se o músculo queimar. Já a dor que sinaliza lesão é súbita e aguda como se fosse uma agulhada ou mesmo a sensação de ter sido perfurado por uma faca. Às vezes o processo é tão intenso que denota a ruptura parcial ou total de tecido muscular e ou conjuntivo, às vezes apenas poucas fibras se romperam, mas o desavisado para não interromper suas repetições insiste em realizar mais algumas e a lesão apenas se torna mais séria.
Exemplo clássico. O elemento esta realizando o agachamento e subitamente aparece aquela dor aguda como se fosse uma facada no lombar. O músculo esta sinalizando: “Pare agora seu retardado!”, mas, o elemento insiste em realizar mais repetições, depois vai amargurar um longo período de recuperação e idas à fisioterapia.
Certa vez um basista aposentado amigo meu, pegou um voo e foi visitar a nova namorada. Foram a um shopping centre local, logo identificou que havia uma competição de supino no hall principal. A fim de impressionar a nova namorada, inscreveu-se na competição e sem pedir cargas progressivas e se aquecer apropriadamente, heroicamente empunhou a barra, mas na primeira tentativa teve ruptura bilateral e total dos tendões do peitoral.
Sua primeira atitude pós-boçalidade foi me ligar da cidade distante e perguntar o que fazer.
– Seu maluco, idiota, irresponsável coloca gelo imobiliza e vai para o hospital!

  • Mestre vejo o senhor nos vídeos exigindo que seus atletas realizem o supino com a cabeça encostada no banco, no entanto um grande número de atletas mantém a cabeça a frente ou mesmo em movimento, qual o correto?

Resposta:
Vamos lá, atletas que você observa em vídeos, muitas vezes têm o trapézio tão desenvolvido e os músculos flexores do pescoço tão rígidos que não conseguem manter a cabeça onde deveriam, outros se acostumaram a manter o olhar fixo na barra simplesmente. Mas, de fato, exijo sim a forma mais estrita e sólida possível de execução a fim de minimizar a ação de músculos sinergistas e estabilizatórios para os esforços focarem no músculo alvo que esta trabalhando, no caso do supino. A fim de realizar o exercício com mais peso, é inclusive recomendado colar a cabeça no banco e até pressionar para baixo de encontro ao próprio banco. Um estudo de Berger e Smith demostra que este procedimento cria uma resposta neural que facilita a ação dos músculos utilizados no supino.
Portanto, não dê cabeçadas e cola a cabeça no banco ANIMAL!
Berger R. A. and Smith K.J.. Effects of the Tonic Neck Reflex in the Bench Press. Journal of Applied Sport Science Research. 5.4, p. 188-191, 1991

  • Como o Senhor sugere o uso de suplementos alimentares?

Resposta:
No mínimo, antes de indicar suplementos, verifico o aporte nutricional diário, ou seja, como vem sendo feito as refeições, horários e diversificação dos macronutrientes bem como o equilíbrio dos mesmos. Ensino há anos que “pessoas comuns comem e atletas se alimentam”, este pensamento induz mais técnica e responsabilidade ao indivíduo frente às refeições. Aliás, não denominamos nada como café da manhã, almoço, jantar ou colação, isto não esta presente em nosso vocabulário, para nos são todas “refeições” e têm igual importância.
É muito importante prescrever corretamente de acordo com as necessidades individuais, por isso contamos com nutricionistas ótimos que trabalham conosco, tais como o Dr Oswaldo Neto, Poliana Stabile e Rodolfo Peres.
Para um bodybuilder é vital administrar as corretas doses de alimentos e suplementos, tais como creatina, glutamina, BCAA’s, Proteinas em pó,etc.. Imagine você indo a um médico que lhe diz apenas para tomar antibióticos e lhe entrega um pote com os mesmos; se você tomar a menos a doença a ser combatida pela droga não desaparecerá, se administrar demais sofrerá a incidência de efeitos colaterais adversos. Com alimentos e suplementos é o mesmo. Você deve saber a dose ideal para as suas necessidades a fim de obter o máximo de acordo com seus objetivos, por isto consulte um especialista.

Valeu pessoal!
Próximo post também com o Mestre Waldemar, dando dicas com vídeos!
abraços

Quando se fala em suplementação de carboidratos, a segunda coisa que vem a cabeça das pessoas é se existe diferença entre dextrose e maltodextrina. Isso porque a primeira pergunta é sempre a mesma: “mas eu não vou engordar?”.

Existe diferença entre DEXTROSE e MALTODEXTRINA ? A resposta é não.

Waxy Maize x Dextrose x Malto

Waxy Maize x Dextrose x Malto

Tanto dextrose quanto maltodextrina são carboidratos, mas a dextrose é um monossacarídeo (glicose) enquanto a maltodextrina é um polissacarídeo (que se quebra em glicose para depois ser absorvida). Na teoria a maior vantagem da dextrose sobre a maltodextrina seria a absorção mais rápida. Na prática os resultados não mostram diferença entre as duas. Os dois suplementos são absorvidos rapidamente pelo organismo e elevam a glicemia (e consequentemente promovem aumento da insulina) e reduzem o catabolismo proteico. Os estudos que compararam os dois suplementos na recuperação muscular não observaram diferenças significativas entre eles, mesmo com a pequena diferença no tempo de absorção. Ou seja, a escolha entre maltodextrina e dextrose é individual e cada um pode decidir qual comprar pelo paladar (uma vez que a dextrose é muito mais doce e nem todo mundo tolera bem).

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Olá meus amigos, acredito que este seja meu ultimo post do ano, então antes de mais nada agradeço a todos que apoiaram o blog, assim como nossa página no facebook, desejo a todos um FELIZ NATAL e PROSPERO ANO NOVO! Que em 2013 possamos continuar com a nossa rotina de TREINAMENTO SÉRIO!

Mas vamos ao que interessa, voce realmente sabe o que é um Whey Protein?!
Whey protein é um suplemento alimentar proveniente do leite. Pode ser extraído do soro do processamento de queijos ou extraídos diretamente do leite. São necessários de 200 a 2000 litros de leite para produzir 1 kg de whey protein, aí um dos motivos para se entender o seu custo, embora no Brasil cerca de 60% do valor que você paga são impostos, ou seja, vai tudo para o governo. Viajou para o exterior? Compre !!

Muitas pessoas sem conhecimento confundem suplementos alimentares com anabolizantes. O que logicamente não tem nada a ver!
Os anabolizantes são substâncias sintéticas que tem como base os hormônios testosterona e de crescimento (GH). Esses NÃO são suplementos e sim medicamentos usados de maneira controlada e dispensados SOMENTE COM RECEITA MÉDICA INDIVIDUAL.
Portanto diga a sua mãe que quando ela ver aqueles potes enormes de whey protein na sua casa, eles são seguros para a sua saúde, já que podem ser vendidos sem receita médica por empresas legalizadas junto aos órgãos do governo (drogarias, farmácias, supermercados e casas especializadas em suplementação para atletas). Agora não é porque são seguros que eles vão ser úteis.
Mas preste bem atenção! Se você não souber quando, quanto e como usar, vai estar desperdiçando tempo e dinheiro!

O Whey protein além de ser matéria-prima para construção muscular ajuda na manutenção da função imune, pois contêm muitas imunoglobulinas e lactoferrinas. Também ajuda na saciedade por conter macropepitédeos que estimulam a liberação de substâncias sacietógenas, além de ser rico em cisteína – um aminoácido que auxilia muito nos processo de desintoxicação do fígado.

Essa proteína é de alto valor biológico é usada numa tentativa de aumentar os níveis de força, acentuar os ganhos no tamanho do músculo e prevenir danos no tecido muscular que ocorrem após a prática de exercícios intensos. Quando treinamos causamos microlesões no tecido muscular, provocando redução na sua quantidade. E como defesa, o corpo dispara um estímulo de recuperação desse tecido, para se defender de uma futura agressão (o seu próximo treino). Se o treino foi mais intenso que o anterior, o estímulo de recuperação é maior ainda, levando o corpo a super-compensação, ou seja, crescer cada vez mais. Mas para que isso aconteça ele deverá ter disponível no momento certo proteínas, carboidratos, vitaminas e minerais nas quantidades corretas e o quanto antes. Tempo aqui faz toda a diferença. Caso contrario depois de cada treino perdemos massa muscular e não a recuperamos de maneira adequada. Isso mesmo: Treinar sem se alimentar direito pode te levar a perder massa muscular.

O whey protein será imediatamente absorvido pelo organismo, coisa que não acontece com os alimentos sólidos que necessitam ser digeridos e absorvidos (de 25 a 40 minutos). Com seus níveis de cortisol muito aumentados pelo estresse do treino intenso, isso resultará num catabolismo muscular onde sua massa magra pode ser queimada para fazer energia. Esse é o momento mais importe da suplementação!

O mercado de suplementos alimentares tem evoluído muito nos últimos anos. Através de suas tecnologias cada vez mais modernas, o whey protein  possui diversos processos de obtenção que a diferenciam, e cada laboratório tem seus métodos de produção – o que impacta diretamente nos preços. Portanto o que muda não é somente o nomes das marcas, mas também o grau de pureza, a eventual adição de vitaminas, minerais e outros compostos. Entre essas tecnologias aplicadas, a mais importante de você entender é a filtragem pela qual esse soro do leite passa antes de se transformar no seu whey protein.

Três tipos diferentes de filtragem são as mais comuns e delas se obtém três tipos diferentes de whey: são os conhecidos Whey Protein Concentrado (WPC), Whey Protein Isolado (WPI) e Whey Protein Hidrolisado (WPH).

Whey concentrado X Whey Isolado X Whey hidrolisado

Whey concentrado X Whey Isolado X Whey hidrolisado

Qual a diferença entre eles ?

  • Whey Protein Concentrado (WPC)

O WPC pode ser considerado o mais simples, “integral” e com menor processamento. Isso porque ele passa por poucos estágios de filtragem, garantindo uma qualidade boa de proteína (que vai variar de acordo com a matéria prima e tipo de equipamento usados pelo fabricante), não tão pura e nem previamente hidrolisada (ou seja, ele não vem “pré-digerido”).
É uma proteína mais inteira, composta de longas cadeias de aminoácidos. Normalmente um WPC varia de 70-80% de proteína. Entretanto isso não o faz inferior, apenas mais conveniente para ser utilizado em determinados momentos.
O sabor do WPC é normalmente o melhor entre os três tipos básicos.
O WPC por ser uma proteína “integral” pode ser utilizado em quaisquer momentos no dia. Seu preço relativamente mais em conta e barato permite a sua utilização não só no pós-treino (apesar de outras filtragens serem melhores do que ele para esse momento), mas ao acordar, antes de dormir, e até mesmo entre as refeições.
O WPC pode não ser interessante para indivíduos que possuem intolerância à lactose, principalmente os mais sensíveis.

  • Whey Protein Isolado (WPI)

O WPI é uma das formas mais puras de whey protein. Claro que o grau de pureza varia de laboratório para laboratório, e daí também variam os preços. Normalmente, todas as outras substâncias que não são proteínas são removidas desse produto – como carboidratos e gorduras. Ou seja, concentração de 100% ou próxima disso. Contudo, pode haver algum tipo de adição de flavorizantes (substancias que dão sabor) e adoçantes que acrescentem um pouco de carboidrato.
Essa forma é normalmente utilizada não só por atletas, mas também por pessoas que são intolerantes a lactose e precisam de um aporte protéico maior, pessoas que estão em recuperação de cirurgias bariátricas ou que irão fazê-la, entre outras.
Hoje, existem várias formas de obter o WPI, com diversos tipos de filtragens, desde as mais simples até as mais tecnológicas, incrementando uma qualidade excepcional aos produtos (e um preço bem salgado também).
O sabor do WPI, normalmente é intermediário entre os concentrados e hidrolisados. Normalmente quanto mais filtrado menor será o sabor.
O WPI dificilmente será utilizado em misturas com outras proteínas. Por seu custo relativamente alto, ele não é uma proteína para situações como o complemento de refeições ou ao acordar. Portanto, a melhor utilização do WPI tem sido apresentado no pós-treino imediato, garantindo uma rápida disponibilização de seus aminoácidos na corrente sanguínea.

  • Whey Protein Hidrolisado (WPH)

Normalmente esta forma de whey protein além de passar por filtragens ainda possui suas proteínas parcialmente ou completamente hidrolisadas (digeridas), resultando em tri ou di-peptídeos ou aminoácidos livres. Isso faz com que sua absorção aconteça mais rapidamente, visto que os processos de digestão já foram feitos ainda fora do seu corpo. Em alguns casos são adicionadas enzimas proteolíticas para auxiliar ainda mais na quebra de peptídeos restantes.
O sabor do WPH normalmente é o mais fraco e aguado de todos os outros e sua textura em pó normalmente é um pouco mais cristalina.
O WPH, por conter uma configuração praticamente já digerida de peptídeos tem apresentado bons resultados quando utilizado no pré-treino imediato, garantindo um esvaziamento gástrico extremamente rápido e assim disponibilizando seus aminoácidos na corrente sanguínea que é o nosso objetivo.
Também, por seu altíssimo valor (entre todos, normalmente o mais caro) ele não se faz conveniente para a mistura com outras proteínas e nem para utilização em outros momentos. Além do custo, a sua rápida disponibilização de aminoácidos na corrente sanguínea faz com que eles sejam mais rapidamente absorvidos, gerando assim uma diminuição mais rápida da sua concentração no sangue.

E claro existem as marcas de whey protein que são uma mistura de dois ou três tipos básicos, promovendo assim produtos de características mistas.
Então será que você precisa mesmo comprar um whey mais caro, hidrolisado ? Seu nível de controle na dieta justifica isso ? Será que você precisa comprar um whey isolado se vai bater ele com leite (integral ou desnatado) e as vezes até tomá-lo batido com uma fruta ? Questões que você talvez antes de se informar não soubesse responder…

ALGUNS DETALHES IMPORTANTES A SEREM CONSIDERADOS QUANDO FOR ESCOLHER O SEU WHEY 

O primeiro deles é olhar nos ingredientes que ele contém. A lei exige que se coloque na ordem o que mais contém no pote. (isso poucas pessoas sabem!)
Por exemplo: Proteína do soro do leite Isolada, proteína do soro do leite concentrada, peptídeos do soro do leite, cacau, sal, aroma natural e artificial, estabilizante lecitina de soja, edulcorantes artificiais sucralose e acessulfame. Não contém Glúten.
O que mais tem no pote do exemplo é WPI. Essa é uma das formas de verificar se seu whey é mais concentrado, isolado ou de outra forma. Como alguns são importados, nem sempre essa ordem é respeitada. Então vale ficar atento as concentrações de cada ingrediente e saber exatamente o que você esta levando para casa. Antes de comprar pegue o pote nas mãos e analise a tabela constitucional.

Existem marcas de whey que tem mais maltodextrina ou dextrose do que proteínas. Portanto fique atento, isso é praticamente um roubo: você está pagando por uma proteína e levando um carboidrato – um produto completamente diferente e de custo de produção muito mais baixo. No seu whey tem de haver mais proteínas do que qualquer outra coisa para que ele seja um produto de qualidade.

Um fator muito interessante é verificar que tipo de adoçante é utilizado no seu whey. No nosso exemplo ele é adoçado com sucralose, que é mais encontrado em marcas de whey importados e é considerado o melhor adoçante atualmente. Em outros, na sua maioria de origem nacional, verifica-se aspartame, glúten e outros adoçantes menos qualificados – o que muda radicalmente o sabor da sua proteína – e muita gente tem dificuldade com isso.

Outra coisa importante é ficar atento ao golpe da concentração. O pessoal pouco comprometido que vende whey (a minoria felizmente) adora mostrar a quantidade de proteína por dose, porém, os mesmos não se fixam em te mostrar a quantidade de proteínas PROPORCIONAL em cada dose !!
Exemplificando: Whey 24g de proteínas a cada 32g do produto. 24/32 = 0,75: Seu whey é 75% proteína. (Você irá dividir a quantidade de proteínas por dose pela quantidade em gramas da dose). Simples não? Mas é ai que muita gente compra gato por lebre.
Explico melhor: Existe whey que anuncia 50g de proteína por dose, a cada 100gr do produto. Esse é um whey pouco concentrado (apenas 50% de proteína). Algumas marcas se aproveitam e usam isso como tática de marketing pois escrevem no pote 50 gramas de proteína por dose em letras garrafais. E se a gente não souber o que esta comprando paga mais caro por um produto de menor qualidade.

Opte por produtos de preparo instantâneo, de fácil mistura em água ou leite. Isso tem um impacto grande no preço pois quanto melhor o sabor, a digestibilidade e a solubilidade, mais caro.

Escolha os que contêm menor quantidade de açúcar e gordura por dose. Caso contrario não é proteína pura.

Compre os fabricados por um laboratório que você conheça, que já esta no mercado a muitos anos ou indicado por alguém que entenda do que está falando. Os melhores profissionais para isso são os médicos da área e os nutricionistas acostumados com a nutrição esportiva. Os vendedores de loja entendem muito também, mas que seja alguém da sua confiança, de quem você é cliente assíduo. Infelizmente existem maus profissionais em todas as áreas.

Vamos desmistificar uma lenda urbana: whey protein não causa acne. O que pode causar algum problema na pele é a pessoa ter alguma intolerância a um produto adicionado ao whey, que pode ser a lactose, a cadeia proteíca, os corantes, os flavolizantes, o excesso de vitamina B12, ou qualquer outra substância adicionada.

Pouca gente sabe, mas não existe whey apenas na forma de pó. Pó é o mais conhecido e todas as marcas disponibilizam. Mas também existe whey líquido já pronto para consumo, whey em gel pronto para consumo e com facilidade de transporte e as barras protéicas que são práticas para serem levadas e conservadas.

Vale lembrar que qualquer um desses tipos de whey protein pode ser utilizado em quaisquer situações. Entretanto se você entender as propriedades de cada uma deles, vai obter melhor aproveitamento dos produtos.

E uma última questão: quantidade, horário, freqüência, forma de diluição e demais informações sobre o modo de consumo do whey protein eu não tenho como postar aqui de maneira genérica, pois isso depende de fatores INDIVIDUAIS que devem ser personalizados levando-se em conta as necessidades nutricionais de cada um, o treinamento que está sendo desenvolvido, a rotina alimentar e os objetivos daquele momento.
Proteína de menos certamente vai prejudicar o seu desenvolvimento muscular, mas proteína em excesso o seu corpo pode transformar em gordura. E essa me parece a forma mais cara e menos prazerosa de engordar.

 

Dr. Luciano de Castro – Médico Nutrólogo CREMESP 150.969