Arquivo de maio, 2013

A atividade física influi em mecanismos específicos responsáveis pela redução da produção de força e conseqüentemente à fadiga. A preocupação em melhorar o desempenho físico tem sido propostos; observamos que estudos dão atenção para reduzir acúmulos dos metabólitos que diminuem a fadiga durante o exercício físico intenso, usando aminoácidos conhecidos por induzir mudanças metabólicas, entre eles a arginina.

O presente estudo teve como objetivo estudar o efeito da suplementação aguda de aspartato de arginina em indivíduos sadios treinados submetidos a um protocolo de exaustão em um cicloergômetro.
Foram utilizados 12 indivíduos treinados do sexo masculino, idade de 22,6 ± 3,5 anos. Realizaram três testes 90 minutos após a administração em dose única do aspartato de arginina ou solução placebo, em um cicloergômetro, em que incrementos de cargas foram adicionados até a exaustão. Amostras sanguíneas foram obtidas para análises bioquímicas como: creatinina, uréia, glicose e lactato. Diferenças estatísticas não foram encontradas ao comparar os valores de Freqüência Cardíaca Máxima, Tempo Máximo e Carga Máxima e também ao comparar os resultados anteriores e posteriores ao teste para uréia, creatinina e glicose. As concentrações de lactato (mmol/l) apresentaram diferença estatística ao comparar os valores pré-teste (Controle: 2,2 ± 0,14; Arginina: 2,43 ± 0,23; Placebo: 2,26 ± 0,11) com valores pós-teste (Controle 10,35 ± 0,57; Arginina: 12,07 ± 0,88; Placebo: 12,2 ± 0,96), p < 0,001.

Os principais resultados deste estudo indicam que a administração aguda de aspartato de arginina não se mostrou efetiva em aumentar a tolerância à fadiga dos indivíduos avaliados e tratados no protocolo de teste incremental até a exaustão. Assim, podemos concluir que a dose utilizada não foi capaz de aumentar a tolerância à fadiga muscular.

 

  • INTRODUÇÃO

Sabe-se que durante o exercício de alta intensidade, as maiores vias de fornecimento de ATP são a quebra da creatina fosfato e a degradação do glicogênio muscular a ácido lático. Assim, a redu- ção da creatina fosfato e glicogênio contribuem para o declínio da produção anaeróbia de energia e desempenho do exercício(1-3). É evidente que o desempenho músculo-esquelético diminui durante a atividade física intensa e este fenômeno é conhecido como fadiga(4,5).

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A menos que você tenha um diagnóstico firmado de um problema de saúde que exija o consumo de pequenas quantidades de proteína na sua dieta – e isso inclui severas restrições ao seu consumo de carnes e alimentos protéicos de origem vegetal na sua alimentação habitual, você não está contra-indicado ao consumo de proteína em pó em quantidades habitualmente prescritas pelos profissionais da área esportiva.

Analisando os estudos disponíveis sobre ingestão protéica e saúde renal, observa-se que não existem dados consistentes que afirmem a relação entre uma ingestão elevada de proteínas e prejuízo na saúde renal de indivíduos saudáveis. O fato da restrição protéica ser uma das principais medidas no tratamento de pacientes renais não pode ser estendido para pessoas saudáveis.

Após acompanhar MUITOS pacientes que usam suplementos protéicos por VÁRIOS ANOS posso concluir que uma ingestão protéica um pouco acima das atuais recomendações para praticantes de musculação (aproximadamente dois gramas/kg) não está relacionada a complicações renais em indivíduos saudáveis.

No entanto, antes de acrescentar mais medidas de proteína em seus shakes, devemos pensar se existe necessidade para isso. Existem pouquíssimas evidências de que uma ingestão protéica acima de dois gramas/kg promova o crescimento muscular, visto que o excesso seria convertido em glicose e usado como fonte energética, ou convertido em gordura e ser estocado. O que faz diferença nos resultados de muita gente não é aumentar a ingestão protéica mas sim a maneira como a quantidade de proteínas consumida é dividida ao longo do dia.

=> O ideal é que o praticante de musculação ingira proteínas em todas as suas refeições. Uma vez acertado a quantidade ideal de proteína para aquele indivíduo, que essa quantidade seja distribuída ao longo do dia. Nas três refeições principais – café da manhã, almoço e jantar, a disponibilidade dessas proteínas é fácil de ser obtida através da alimentação regular. Infelizmente nas refeições intermediárias, por motivos culturais, praticamente só dispomos de carboidratos e gorduras para nos alimentar. É nessa hora que a suplementação pode ser uma boa opção pela qualidade e praticidade oferecidas.

A INGESTÃO PROTÉICA IDEAL IRÁ DEPENDER DE DIVERSAS CARACTERÍSTICAS INDIVIDUAIS E DA FASE DE TREINAMENTO EM QUE O INDIVÍDUO SE ENCONTRA.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1) Devia, L.; Huffman, J.; Mihevic, J.; Huszti, A.; Lowery, L. Dietary Protein, Resistance Training and Health: A Call for Evidence. J. Int. Soc. Sports Nutr. 2008; 5; 23.
2) Knight, E.L.; Stampfer, M. J.; Spiegelman, D.; Curhan, G. C. The Impact of Protein Intake on Renal Function Decline in Women with Normal Renal Function or Mild Renal Insufficiency. nnals of Internal Medicine, 2003; 138: 460-467.
3) Martin, W. F,; Armstrong, L. E.; Rodriguez, N. R.; Dietary protein intake and renal function. Nutr. Metab. (Lond). 2005;2:25.
Millward, D. J. Optimal intakes of protein in the human diet. Proc. Nutr. Soc. 1999; 58(2):403-13.
4) Poortmans, J.R.; Dellalieux, O. Do regular high protein diets have potential health risks on kidney function in athletes? Int. J. Sport Nutr. Exerc. Metab. 2000;10:28–38.
5) Rosenvinge, A.; et al. Changes in renal function during weight loss induced by high vs low-protein low-fat diets in overweight subjects. Inter. J. of Obes. 1999; 23(11):1170-1177.

Dr Luciano de Castro – Médico Nutrólogo